sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Halong Bay

Palco de cenários idílicos em filmes e programas de viagens, Halong Bay não desilude. Antes ilude, surpreende, faz-nos sonhar e ficar de boca aberta a cada milha percorrida.

A paisagem é de facto estonteante. E nós, felizmente, tivemos a oportunidade de a ver ao vivo e a cores.

O dia começou numa viagem de 3 horas a partir de Hanói. Chegando à cidade de Halong logo nos vimos num pequeno barco que nos levou ao nosso cruzeiro de viagem. Um cruzeiro de inspiração oriental com apenas 8 suites, tinha um terraço que deu para umas boas horas de sol. 

Logo iniciamos a viagem por entre montanhas de calcário que surgem no meio do oceano, cobertas de verdura que demonstra que só plantas e pequenos animais por ali vivem.

Apesar da tempestade dos dias anteriores (e também dos dias seguintes) o tempo estava maravilhoso o que mos permitiu apreciar devidamente esta maravilha da terra. 

Depois de algumas horas a navegar paramos para visitar uma gruta gigantesca que o nosso guia chamava de "Amazing Cave" e que repetiu com uma pronuncia enfática tantas vezes até nos cansarmos de a ouvir. 

Depois da gruta, navegamos mais um pouco até ao lugar onde o cruzeiro ficaria atracado até ao dia seguinte. Quando parou estávamos numa espécie baia, onde só havia oceano rodeado por montanhas de granito onde, a única coisa que se ouvia eram os insectos e aves que habitam esta vegetação. 

Debaixo de um calor abrasador, não demoramos nada até saltarmos para a água. E se há coisas que gostamos é de um bom banho de agua de mar e, assim, no meio daquela paisagem, parecia que estávamos há anos à espera daquele mergulho.

Os nossos companheiros de viagem eram, na sua maioria viajantes de muitas semanas pelo Vietname (1 casal tinha planos de 4 meses) e por isso é quase natural passar horas  a falar de destinos e viagens passadas e futuras.

Na nossa suite do cruzeiro adormecemos cedo, pela tranquilidade, e também porque havia muito para fazer pela manha. Às 7:30h já estávamos a caminho de uma pequena praia na orla de uma destas montanhas de calcário. Tempo para algum sol, mais uns mergulhos de mar, mais apreciar a paisagem envolvente que surpreende a cada olhar.

Voltando ao cruzeiro seguimos novamente pelo meio destas montanhas, num novo percurso até estarmos de volta ao porto, e de seguida a Hanoi. 

É por locais como este que cada vez mais gostamos de viajar. Estas paisagens que no primeiro olhar nos parecem familiares por tantas vezes vistas na televisão, surpreendem a cada olhar para cada sentido e não serão certamente fáceis de esquecer. 



















quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Hanoi

Como referimos no post anterior, quando chegamos a hanoi estava a chover muito. Já era fim de tarde que com a chuva mais parecia noite. Diz-nos o taxista que houve um tufão na cidade, e que tudo tinha sido cancelado.

O aeroporto fica a 1hr da cidade, mas percebe-se logo quando se está na cidade: transito. Não é um transito caótico com tudo parado, é com tudo em movimento numa desordem que deve ser bastante ordenada porque não vimos nenhum acidente. É ver centenas de motas, alguns carros, pessoas a pé, tudo a movimentar-se em todos os sentidos possíveis ao mesmo tempo. Mais tarde, viríamos a perceber que para atravessar ruas assim o melhor é andar. Entre desvios de motas e carros e buzinadelas constantes, consegue-se chegar ao outro lado ileso. 

Depois de bem instalados optamos por jantar num restaurante ali perto, de comida vietnamita sugerido pelo hotel. Quando nos instalamos percebemos que o pessoal do restaurante não falava, gritava! No inicio parecia discussão constante, mas era mesmo a forma de falarem uns com os outros. Como tantas outras coisas nesta cidade, aquilo parecia tirado de um qualquer filme americano retratando um jantar secreto num restaurante apinhado e de gente aos gritos.

Por falta de tempo (para fazer tudo o que se quer) não planeamos nenhum dia para visitar integralmente hanoi, mas aproveitamos os fins de dia para o fazer.

No dia seguinte, combinamos jantar com os nossos colegas do tour a Ninh Binh no topo do prédio junto ao lago da cidade. A vista é óptima, e depois de muita conversa de partilha de viagens e historias de vida, seguimos para o Night Market mesmo ali ao lado. Este mercado não é coisa para turista, mas sim para o local fazer as suas compras, nomeadamente de roupa, muita dela impossível de ser comprada por um ocidental, pelo único tamanho disponível.

Ainda no regresso do tour, e ao passar pelas imensas ruas de pequeno comércio que conduzem ao Old Quarter, vemos algo à venda que parecia de longe, leitão assado. O vendedor empunhava uma faca gigante e ia cortando pedaços e vendendo. No segundo vendedor reparo que o dito animal assado tinha uma cauda e, já só a jeito de confirmação lá perguntei ao guia que confirmou as minhas suspeitas: cão. Segundo ele algo bastante popular no norte do Vietname...

Por toda a cidade as refeições são feitas na rua. As famílias reúnem-se à volta de bancos minúsculos, que nada mais fazem que amparar a posição de cócoras, e comem e bebem. Mas isto também é comercio. Os passeios estão inundados de senhoras que fazem na hora sopas de galinha, massas com carne e uma imensidão de pratos em pequenos fogareiros improvisados ali no passeio. 

No final de dia seguinte demos uma volta um pouco maior contornando o lago e passando pela opera. O transito continua caótica, atravessar uma rua é sempre uma aventura e a cada rua mais estreita e apinhada e gente, lojas, comerciantes e motas a apitar, mais nos parece saído de um filme.

Diz-nos o recepcionista que haverá outr tempestade depois de amanha. Por nós, pode vir! :)










terça-feira, 6 de agosto de 2013

Ninh Binh

Quando aterramos em Hanoi chovia torrencialmente e, o nosso primeiro pensamento foi "lá se vão os nossos planos!". Isto porque tínhamos planeado para o dia seguinte uma visita a Ninh Binh que inclui actividades ao ar livre que certamente nao seriam possiveis debaixo daquele tempo.

Mas, acordamos debaixo de um céu azul limpo e quente sem qualquer hipótese de chuva e lá fomos nos. 

A província de Ninh Binh fica a umas 3 horas de hanoi e, imaginamos, deve viver essencialmente do arroz porque são campos e campos que dominam a paisagem durante uma boa parte da viagem. 

A primeira paragem foi para visitar uns palácios de homenagem aos reis do Vietname pelos anos 900. Há 2 palácios, pequenos, lado a lado que têm grande significado. Num deles está (em figura de madeira) o dito rei que, ainda com um filho muito pequeno, foi assassinado. Nessa altura, e para proteger o pais das invasões dos chineses, e sendo o filho muito pequeno, a rainha convidou o chefe do exercito para casar com ela e se tornar rei. Uma atitude pouco percebida na altura mas que mais tarde se veio a provar como sendo de muita inteligência, dado que foi a rainha com esta atitude que protegeu o vitename das invasões chinesas. E é por isso que, no outro palácio está a rainha com o chefe do exercito.

Depois desta visita, seguimos para a almoço, e logo de seguida para um passeio de barco a remos, pelo meio de uma paisagem do mais fantástico que já vimos. Tem sido considerada a Halong Bay em terra, e nós temos até receio que as nossas fotos não lhe façam a devida justiça. 

A nossa marinheira, mãe de 2 filhos com 31 anos, tanto rema com as mãos como com os pés, faz esta viagem de 2 horas, apenas 2 vezes por semana. Há muito mais barcos que turistas e tem de ser dada a oportunidade a todos de fazer algum dinheiro.

Após a viagem de barco, seguimos de bicicleta pela mesma paisagem, mas por entre os trilhos de acesso aos campos de arroz. Não é fácil manter a atenção no trilho, envolvidos por uma paisagem tão espectacular,  mas nos conseguimos fazê-lo sem atropelar nenhuma vaca (parecem vacas... mas houve quem dissesse que eram búfalos de agua), e sem ver o arroz mais perto do nariz. :)

Não é uma paisagem espectacular?



























domingo, 4 de agosto de 2013

O que descobrimos sobre o Laos em Luang Prabang

Da calma já vos falámos, mas há muito mais para dizer sobre o Laos e nós só levantamos a ponta do véu.
1. Monges - há muitos monges em todo o lado. Obviamente não os encontramos nas esplanadas, restaurantes ou mercados, mas perto de qualquer templo há sempre alguns pontos laranja que vemos a passar, nas janelas, na roupa estendida ou mesmo a meditar. Se interpelados, nomeadamente os mais novinhos, estão sempre disponíveis para uma foto e são muito afáveis. No entanto, as mulheres não devem aproximar-se. Uma das recomendações que nos foi feita é essa - se uma mulher tocar num monge em terá de passar dias a purificar-se, e por isso deve ser ser evitado. 

2. Lao = escada, Laos = escadas. Obviamente não será assim, mas a cada grande escadaria, fosse nas grutas Pak Ou ou no monte Phousi, não havia forma de nos convencer do contrário. Degraus e mais degraus debaixo de um calor abrasador, fazem pensar muita coisa, mesmo que em boa forma física (que, nem preciso referir, é o nosso caso). Neste ultimo a vista é fantástica!!!

3. Gestos - a cultura do Laos é muito reservada e há um conjunto de gestos que devem ser evitados, dado que são considerados inapropriados ou até ofensivos. 
      A) sapatos sempre fora. Nunca entrar calçado dentro de casa. Isto obviamente aplica-se desde templos, a quartos de hotel, e lojas. Este costume também se vê na Tailândia, mas é no Laos que o vemos como obrigatório.
     B) nunca tocar na cabeça de outro. É extremamente ofensivo.
     C) evitar gestos de carinho em publico. Um simples dar a mão, pode ser mal interpretado.
     D) não levantar a voz. Grande falta de educação falar alto, mesmo que seja para chamar alguém no meio do mercado.
     E) roupa discreta. Evitar mostrar muita pele, o que, numa cidade que vive do turismo e onde esta sempre muito calor é difícil, mas também se vê o esforço por se tapar especialmente nos monumentos mais importantes, onde são fornecidos tecidos para tapar ombros e pernas.

4. Massagens - as massagens do Laos são diferentes das massagens tailandeses. Nós fizemos "a" Lao massage e é algo que junta a força e pressão em pontos específicos do corpo, com alongamentos de todas as partes de corpo. Bem bom! 

5. História recente - até 1976 o Laos tinha o rei, cujo palácio nos visitamos. Como, apesar de tudo, é história recente, vimos, para além do palácio com uma espectacular sala do trono, os carros usados pela família real nos últimos anos de reinado.Infelizmente não há fotos porque não são permitidas! 

Ficam mais umas fotos, que incluem a subida do mekong até à gruta Pak Ou, a envolvencia do palácio real, a vista de Phousi e ainda o lançamento de pássaros do topo de Phousi para dar sorte!

Venha ela!